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Incontinência Urinária em Pessoas Idosas

por | 24 setembro, 2018

Cuidadores de Idosos para Administração de Medicação

Incontinência Urinária em Pessoas Idosas

O que é incontinência urinária?

Incontinência urinária é a perda da urina pela uretra de forma involuntária, contínua ou intermitente, espontânea ou por esforço físico como rir, tossir, espirrar, etc. pois a pessoa não consegue reter a urina coletada pela bexiga e ela se excreta de forma automática. Afeta pessoas de ambos os sexos em diferentes faixas etárias.

A incontinência urinária não pode ser confundida com urgência urinária, onde a pessoa segura a urina até não aguentar e, então sai correndo para ir ao banheiro. Contudo, a repetição desses episódios pode ser configurada como incontinência urinária também.

Especialistas que podem diagnosticar uma incontinência urinária:

• Clínico gera;
• Urologista;
• Ginecologista;
• Geriatra.

Como o cuidador deve preparar a pessoa para a consulta médica?

• Chegue pelo menos alguns minutos antes do horário da consulta, para poder aguardar com tranquilidade;
• Tranquilize a pessoa, explique o que vai acontecer;
• Prepare uma pasta com todas as receitas, relatório do dia a dia da pessoa;
• Faça uma lista com todos os sintomas, e há quanto tempo eles apareceram, além dos hábitos e atividades da vida diária como alimentação e, ingestão de líquidos;
• Relacione os medicamentos ou suplementos que a pessoa tome com regularidade;
• Separe roupas confortáveis e de fácil retirada;
• Além da fralda que a pessoa está usando, leve outra para reserva, assim como lenços umedecidos, calcinha ou sunga;
• Se possível, peça a uma pessoa te acompanhar.

Avaliação na consulta médica:

• História da pessoa (Anamnese) e, exame físico:

O primeiro passo na avaliação é fazer uma história completa e um exame físico completo.

Durante o exame físico, o médico avalia quaisquer problemas abdominais, vaginal (mulher), prostático (homem), neurológico ou retal.

• Exames laboratoriais:

Os exames de laboratório são feitos usualmente no sangue e na urina para checar sinais de infecção ou outras anormalidades.

• Exames de imagem:

Exames de imagem, como ultrassonografia e urografia excretora (exame radiológico detalhado do trato urinário após a injeção de contraste).

• Outros exames:

Cistoscopia (que permite o médico ver o interior da bexiga e uretra através de um aparelho ótico fino que é introduzido pela uretra).

Avaliação urodinâmica (que avalia como a bexiga estoca e esvazia a urina, como a bexiga e uretra funcionam juntas e a velocidade e força do jato urinário).

A incontinência urinária normalmente não indica um distúrbio ameaçador à vida; entretanto, a incontinência pode causar vergonha ou levar as pessoas a restringir suas atividades desnecessariamente, contribuindo para um declínio em sua qualidade de vida.

Causas da incontinência urinária nas mulheres:

• Mulheres adultas, com deficiência estrogênica, fator que contribui para incontinência urinária na idade da menopausa, ou que realizaram cirurgia abdominal, neste caso a musculatura do períneo fica fraca, se torna flácida, e, portanto, o músculo não tem mais a força para conter a urina;

• Em mulheres que tiveram parto vaginal, que cause trauma neuromuscular ou estiramento ou compressão dos nervos pélvicos, pois tem o assoalho pélvico menos resistente que os homens e que sofre maiores agressões;

• Histerectomia: nas mulheres, a bexiga e o útero são suportados por muitos dos mesmos músculos e ligamentos. Qualquer cirurgia que envolva o sistema reprodutivo de uma mulher, incluindo a remoção do útero, pode danificar os músculos do assoalho pélvico, o que pode levar à incontinência.

Em homens:

Que fizeram cirurgia de próstata, pois como é muito próximo ao canal urinário, muitas vezes acaba acarretando em incontinência urinária.

Em idosos:

A incontinência urinária também é mais frequente nos idosos, que normalmente têm um enfraquecimento muscular mais acentuado e nas crianças pequenas que têm uma fisiologia pouco amadurecida.

Outras Causas:

Alimentos, bebidas e, medicamentos que podem causar incontinência temporária:

Certas bebidas, alimentos e medicamentos podem atuar como diuréticos estimulando sua bexiga e aumentando seu volume de urina.

Eles incluem:

1. Álcool;
2. Cafeína;
3. Bebidas carbonatadas e água gelada;
4. Adoçantes artificiais;
5. Chocolate;
6. Pimenta;
7. Alimentos ricos em especiarias;
8. Açúcares ou ácidos, especialmente cítricos;
9. Medicamentos para o coração e pressão sanguínea;
10. Sedativos e relaxantes musculares;
11. Grandes doses de vitamina C.

Tumores, cirurgias, pressão intra-abdominal

• Em todas as pessoas, tumores que afetem o trato urinário;
• Quadros clínicos que aumentem a pressão intra-abdominal;
• Procedimentos cirúrgicos ou irradiações que lesem o esfíncter uretral.

Tosse crônica, infecção urinária, prisão de ventre

• Tosse crônica ligada ao tabagismo, bexiga hiperativa ou obesidade;
• Infecção do trato urinário: as infecções podem irritar sua bexiga, fazendo com que você tenha fortes impulsos para urinar e às vezes incontinência;
• Prisão de ventre: o reto está localizado perto da bexiga e compartilha muitos dos mesmos nervos. As duras fezes compactas no seu reto fazem com que estes nervos sejam hiperativos e aumentem a frequência urinária.

Problemas Neurológicos

Problemas neurológicos como a esclerose múltipla, a doença de Parkinson, um acidente vascular cerebral, um tumor cerebral ou uma lesão na coluna vertebral podem interferir com os sinais nervosos envolvidos no controle da bexiga, causando incontinência urinária.

Pele

Mulheres com pele branca são mais propensas a ter incontinência urinária de esforço em comparação com mulheres afro-americanas e asiáticas.

História de família:

Se um familiar próximo tem incontinência urinária, especialmente a incontinência urgente, seu risco de desenvolver a condição é maior.

Tipos de incontinência urinária:

• Incontinência por esforço:

Escape de urina, habitualmente em pequenos jatos, causado pelo aumento da pressão abdominal, o qual ocorre quando o indivíduo tosse, ri, faz força, espirra ou levanta um objeto pesado.
O fluxo de urina varia de leve a moderado.

• Incontinência de Urgência:

Frequente e incontrolável necessidade súbita de urinar.
Pode vazar uma quantidade de urina leve, moderada a grave, apesar de uma pequena quantidade ser possível.

• Incontinência por Transbordamento:

• Acúmulo de urina na bexiga que se torna muito grande para que o esfíncter urinário consiga reter a urina;
• Vazamento de uma pequena quantidade de urina;
• Jato urinário fraco;
• Necessidade de se esforçar ao urinar e uma sensação de que a bexiga não está vazia;
• Uma necessidade urgente de urinar muitas vezes durante a noite;
• Vazamento de urina durante o sono;
• O fluxo de urina é intenso.

• Incontinência Funcional:

A deficiência física ou intelectual o impede a pessoa de ir até banheiro urinar a tempo.

Por exemplo, se a pessoa tem artrite severa, pode não ser capaz de desabotoar sua calça com rapidez suficiente.

• Manter uma comadre em seu quarto;
• Instalar um assento sanitário elevado;
• Ampliar uma porta de banheiro existente.

• Incontinência Total:

Escape contínuo, pois o esfíncter urinário não fecha. O fluxo de urina é intenso.

• Incontinência Mista:

Combinação de mais de um tipo de incontinência. O fluxo de urina varia de leve a moderado.

Principais sinais e sintomas da incontinência urinária:

Os principais sinais e sintomas da incontinência urinária dependem das suas causas, mas todas têm como sinais comuns:

• Perda involuntária de urina;
• Um grande desconforto, embaraço social;
• Depressão e queda da autoestima;
• Esforços físicos simples e inevitáveis, como rir, tossir ou espirrar;
• Lesão na medula espinhal (por exemplo, fraqueza nas pernas ou perda de sensação nas pernas ou ao redor dos genitais ou ânus).

Complicações da Incontinência Urinária:

• Problemas de pele:
A incontinência urinária pode levar a erupções, infecções da pele e feridas (úlceras de pele) a partir de pele constantemente molhado;

• Intoxicação urêmica, com dor de cabeça, sonolência, vômitos, inquietação ou convulsão;

• A Incontinência aumenta o risco de infecções repetidas do trato urinário com elevação de temperatura e, calafrios;

• Mudanças em suas atividades;

A incontinência urinária pode impedir a pessoa de participar de atividades normais, ou parar de se exercitar, parar de participar de reuniões sociais ou até mesmo parar de se aventurar longe de áreas conhecidas onde você sabe a localização de banheiros;

• O problema pode atrapalhar a concentração no trabalho ou mantê-lo acordado durante a noite, causando fadiga;

• Não é incomum a pessoa sofrer de ansiedade e depressão, juntamente com incontinência.

Como prevenir a Incontinência Urinária:

A incontinência urinária nem sempre é evitável. No entanto, para ajudar a diminuir o risco:

• Mantenha um peso saudável;
• Pratique os exercícios do assoalho pélvico;
• Evite irritantes da bexiga, como cafeína, álcool e alimentos ácidos;
• Coma mais fibras, o que pode prevenir constipação, causa de incontinência urinária;
• Não fume, ou procure ajuda para parar de fumar.

Cuidados:

• Oferecer líquidos para manter a hidratação e ajudar as funções renais;
• Organize horários;
• Observe hábitos de eliminação vesical e intestinal e o conduza ao banheiro;
• Verifique se as roupas são fáceis de ser retiradas;
• Limite a ingestão de líquidos próximo a hora de deitar (procure orientação médica);
• Atenção especial à pele, sobretudo nas proximidades dos órgãos genitais nádegas e região sacra (ânus e vagina);
• Mudança de decúbito e o tratamento das costas são cuidados que deverão ser dados pelo menos a cada duas horas;
• Usar o lençol móvel, em forma de fralda, protegendo um pouco mais a cama, em alguns casos é necessário o uso de colchão d’água ou colchão caixa de ovo.

Observações:

• Observar as características das eliminações;
• Registrar no relatório todas as observações;
• Não expor a pessoa em nenhum momento;
• Observar se há irritação ao redor do orifício uretral, para registrar e comunicar a família e ao médico, utilizar o procedimento para eliminar a irritação.

Participação do cuidador na reabilitação do paciente incontinente:

• Adotar uma atitude encorajadora para ganhar a cooperação e a confiança do paciente;
• Manter o paciente ocupado, promover sua recreação;
• Fazer a pessoa deambular (andar);
• Oferecer comadre ou compadre (patinho), em horários regulares;
• De acordo com os hábitos da pessoa ou condição física e neurológica, promover sua ida ao banheiro.

Observações:

É importante que a pessoa receba uma quantidade de líquidos adequada no decorrer do dia, sendo que, depois das 22 horas. deve evitar a ingestão de líquidos diminuindo assim a incontinência durante o repouso noturno.

Há casos em que é necessário se fazer um esvaziamento vesical de alívio (cateterismo vesical de alívio) para que a pessoa possa manter um sono tranquilo durante a noite.

Tratamento:

O tratamento da incontinência urinária depende do tipo de incontinência, da sua gravidade e da causa subjacente. Pode ser necessária uma combinação de tratamentos.

A equipe média pode sugerir os tratamentos menos invasivos em primeiro lugar e passar para outras opções só se as primeiras técnicas falharem.

Fisioterapia para incontinência urinária:

• Após uma avaliação clínica do médico urologista existe a atuação do Fisioterapeuta no fortalecimento do assoalho pélvico com ótimos resultados;

• O assoalho pélvico corresponde à região que vai do ânus à genitália externa e é composto por um grupo de músculos que sustentam os órgãos pélvicos femininos e masculinos;

• A Fisioterapia do assoalho pélvico vai prevenir, manter e fortalecer este grupo muscular com exercícios, proporcionando melhor qualidade de vida;

• Treinamento vesical (urinar com horário marcado);

• Cinesioterapia do assoalho pélvico: São exercícios para fortalecer os músculos que ajudam a controlar a micção, estas técnicas são especialmente eficazes para a incontinência de esforço, mas pode também ajudar a incontinência de urgência;

• Estimulação elétrica: Eletrodos são temporariamente inseridos no reto ou vagina para estimular e fortalecer os músculos do assoalho pélvico. Estimulação elétrica suave pode ser eficaz para a incontinência de esforço e incontinência de urgência, mas podem ser necessários vários tratamentos ao longo de vários meses.

Dispositivos médicos:

Dispositivos destinados a tratar a incontinência incluem:

• Inserção uretral de um dispositivo pequeno, do tipo descartável inserido na uretra vaginal antes de uma atividade específica, como tênis, que pode provocar incontinência, a inserção atua como um tampão;

• Pessário, um anel rígido para inserir na vagina e usar todos os dias, o dispositivo ajuda a segurar a bexiga, que fica perto da vagina, para evitar a perda de urina.

Tratamento Cirúrgico:

Procedimentos cirúrgicos (são usualmente recomendados em casos mais graves de incontinência, são usados para reparar lesões, anormalidades ou mau funcionamento dos músculos ou tecidos do trato urinário).

Vários procedimentos cirúrgicos podem tratar os problemas que causam a incontinência urinária:

• Sling: tiras de tecido sintético ou de malha aplicadas em torno da uretra e colo da bexiga.
O sling ajuda a manter a uretra fechada, principalmente quando tossir ou espirrar;

• Suspensão do colo da bexiga.
• Cirurgia de prolapso;

• Esfíncter urinário artificial.

Absorventes e Cateteres:

Se os tratamentos médicos não podem eliminar completamente a incontinência, pode-se experimentar os produtos que ajudam a aliviar o desconforto e inconveniência de urina vazando como:

• Absorventes e roupas de proteção;

• Cateter.

Convivendo com o Prognóstico:

Problemas com perda de urina podem exigir que a pessoa tome cuidado extra para evitar a irritação da pele:

• Use lenços umedecidos para auxiliar na higiene diária;

• Mantenha a pele sente seca;

• Evite duchas frequentes, porque estes podem sobrecarregar as defesas naturais do corpo contra infecções urinárias;

• Considere o uso de cremes, para proteger a sua pele da urina.
O primeiro passo para solução de problemas relacionados ao sistema urinário é o reconhecimento da existência do problema, procurando um médico especialista que possa ajudá-lo no caminho da recuperação.

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