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Fisioterapia Uroginecológica para Incontinência Urinária

por | 29 julho, 2018

Cuidadores de Idosos para Administração de Medicação

Importância da Fisioterapia Uroginecológica para controle da Incontinência Urinária

A fisioterapia uroginecológica é muito importante no tratamento da saúde de homens e mulheres.

Existem várias condições que podem ser tratadas com intervenção fisioterapêutica, uma das condições mais comuns que afetam pessoas de todas as idades é a incontinência urinária, que apresenta uma variedade de sintomas com impacto muito negativo na qualidade de vida.

Outras condições tratadas pela Fisioterapia Uroginecológica

A fisioterapia uroginecológica também possui papel vital durante a gravidez, parto e pós-parto.

O prolapso dos órgãos pélvicos é também um problema que afeta as mulheres, principalmente após o parto.

Outra condição comum é a dor na região pélvica.

Fisioterapia Uroginecológica é também importante para homens

É importante reforçar que a fisioterapia uroginecológica não é somente limitada às mulheres.

Os homes que possuem problemas de incontinência após a cirurgia de próstata também podem precisar de tratamento fisioterapêutico especializado na região pélvica.

Fisioterapia Uroginecológica para Recuperação

Os efeitos da fisioterapia uroginecológica são altamente reconhecidos pelos profissionais de saúde, que encaminham cada vez mais homens e mulheres para fisioterapeutas habilitados a lidar com tais condições.

Vamos explicar como a fisioterapia ajuda em cada uma destas condições:

1. Incontinência Urinária:

Homens e Mulheres com incontinência urinária podem apresentar vontade repentina e descontrolada de ir ao banheiro com frequência, sem conseguir contê-la (incontinência de urgência).

Episódios de incontinência podem ocorrer até mesmo ao espirrar, tossir ou rir (incontinência de stress).

Estes sintomas podem impactar bastante a confiança das pessoas, já que eles sentem vergonha de estar em público.

Os efeitos a longo prazo da incontinência urinária podem levar ao isolamento social.

A natureza sensível do problema torna a pessoa hesitante a procurar ajuda.

Isto também tem um impacto muito negativo na saúde sexual.

Incontinência urinária causada por fatores neurológicos

A bexiga é controlada por dois músculos circulares chamados esfíncteres.

Os esfíncteres internos estão localizados na parte proximal, que contrai quando a bexiga está cheia.

Os esfíncteres externos estão localizados na parte distal, e possuem controle voluntário.

Geralmente quando a bexiga enche, ela manda os sinais ao cérebro, o lóbulo frontal envia instruções indica que a pessoa deve ir banheiro.

A pessoa consegue contrair o esfíncter externo voluntariamente até que encontre um lugar apropriado para esvaziar a bexiga.

Devido à degeneração senil ou lesões cranianas, este processo é afetado, portanto, o paciente não consegue controlar a micção.

Uma situação parecida acontece com pacientes com lesão na coluna vertebral.

No caso de dano ao sistema sensorial, o cérebro não consegue receber os sinais para enviar o comando apropriado.

Nestas situações, o reflexo local é quem trabalha.

A bexiga enche, o músculo se estica e contrai para esvaziar.

Os esfíncteres internos relaxam automaticamente, liberando a urina.

A falta de controle voluntário dos esfíncteres externos resulta no esvaziamento inapropriado da bexiga.

Incontinência urinária após o parto, após cirurgia de próstata, e também variações hormonais

A incontinência urinária também pode ocorrer devido a fraqueza nos músculos do assoalho pélvico, caso que geralmente é visto após o parto e após a cirurgia para remoção da próstata.

Os músculos do assoalho pélvico se misturam com os esfíncteres ao redor da uretra, portanto eles possuem um papel importante na contração dos esfíncteres externos.

Esta condição também é vista na Terceira Idade devido a uma fraqueza generalizada dos músculos.

Mudanças hormonais durante a menopausa também podem causar incontinência urinária em mulheres idosas.

Fisioterapia Uroginecológica com exercícios de Kegel

Uma das práticas mais comuns na fisioterapia uroginecológica são os exercícios de Kegel.

Praticar estes exercícios com regularidade estimula o fortalecimento dos músculos do assoalho pélvico, reduzindo os episódios de incontinência.

Uma modificação comportamental, como o esvaziamento apropriado do intestino e bexiga, com início da recuperação começa a ser observado nesse momento.

2. Prolapso dos órgãos pélvicos:

Esta condição é mais vista em mulheres.

A fraqueza nos músculos do assoalho pélvico e nos ligamentos ao redor da vagina podem resultar no deslocamento dos órgãos pélvicos, como o útero, bexiga ou intestino.

Estes órgãos podem ser projetados para fora da vagina. Casos mais leves de prolapso podem ser tratados com intervenção fisioterapêutica, se o tratamento for iniciado cedo.

Um exame da parte interna da pélvis feito pelo fisioterapeuta o dará uma ideia da fraqueza dos músculos do assoalho pélvico.

Estimulação elétrica dos músculos da virilha, biofeedback EMG (Eletromiografia de Superfície) e o uso de cones vaginais são diferentes formas nas quais a força dos músculos do assoalho pélvico é recuperada.

A prática regular de exercícios de Kegel também ajudam a fortalecer estes músculos.

3. Rompimento dos músculos do assoalho pélvico de 3º ou 4º

Pode ser visto em casos difíceis ou prolongados de parto normal.

Estas pacientes acabam com incontinência urinária pós-parto.

Estes rompimentos dos músculos são geralmente tratados com cirurgia, seguidos por fisioterapia uroginecológica.

O tratamento consiste no treinamento dos músculos do assoalho pélvico utilizando estimulação elétrica e biofeedback.

O fisioterapeuta também ensinará à paciente formas de treinar seu intestino e bexiga.

Modificações comportamentais, como o esvaziamento apropriado do intestino e da bexiga são ressaltados nestas condições.

4. Dor Pélvica:

O desgaste da articulação sacroilíaca e a disfunção da sínfise pública são as causas mais comuns de dor pélvica crônica.

A flacidez do ligamento durante a gravidez pode causar movimentos relativos na articulação sacroilíaca e na sínfise pública.

Os ligamentos ao redor destas articulações podem esticar, causando dor, outra causa de dor pode ser inflamação nestas articulações.

Ultrassom com fonoforese ajuda a reduzir a dor e a inflamação.

O fisioterapeuta uroginecológico trabalha nos problemas da postura e desequilíbrio muscular para reduzir a dor articular.

A aplicação de ultrassom também ajuda a curar a lesão do ligamento mais rapidamente.

5. Pré-natal, Natal e Pós-natal:

A fisioterapia tem provado sua eficácia ao aliviar a dor do parto.

É amplamente conhecido que as mulheres que fazem exercícios básicos para as costas, abdômen, músculos do assoalho pélvico e pernas acabam tendo mais resistência cardiovascular e muscular durante o parto normal.

Exercícios regulares desde o segundo trimestre da gravidez até o parto ajudam as mulheres a passar pelo parto mais rápido, tornando o processo menos doloroso.

Estas mulheres também desenvolvem maior tolerância à dor, reduzindo o uso de outras medidas de alívio da dor durante o parto.

Os fisioterapeutas uroginecológicos também podem ajudar durante o parto, guiando as mulheres para encontrarem posições mais confortáveis, ajudando-as a respirar corretamente em cada fase do parto, o que assegura um parto mais fácil.

A fisioterapia antes do parto reduziu a incidência de cesarianas em todo o mundo.

Após o parto, os fisioterapeutas podem ajudar em várias formas, desde aconselhar sobre as posições corretas para amamentas a explicar a ergonomia eficaz ao levantar bebês e trocas fraldas.

Estes profissionais asseguram que a maternidade seja uma experiência confortável.

Os fisioterapeutas também aconselham sobre boas posições para dormir após cesárea, se for o caso.

Eles ajudam as mulheres a manter suas vias aéreas limpas para prevenir infecções pulmonares.

Conselhos sobre exercícios pós-parto para fortalecer os músculos abdominais e do assoalho pélvico asseguram que a mulher recupere sua forma o mais cedo possível.

O que acontece na primeira consulta?

A primeira consulta com o fisioterapeuta uroginecológico inclui uma avaliação completa.
O fisioterapeuta conhece detalhadamente as diferenças anatômicas e fisiológicas entre os sistemas geniturinários dos homens e das mulheres.

Ele também tem conhecimento completo sobre a gravidez e parto, realiza exame interno do reto e da vagina para avaliar o tônus e a força destes músculos.

Ele pode conduzir testes de planta para calibrar o problema de incontinência, e pode realizar uma avaliação musculoesquelética para verificar o estado da articulação sacroilíaca e da sínfise púbica.

Serão testados também a força do abdômen, músculos das costas e do assoalho pélvico.

Um exame completo dos sistemas pélvico e muscuesquelético indicará qualquer problema relacionado no tórax ou nas extremidades superiores ou inferiores.

Uma vez que compilados os resultados da avaliação e diagnóstico, fisioterapeuta e paciente discutirão os objetivos das sessões de tratamento e consentimento para o uso de várias modalidades de tratamento.

Condições comuns tratadas pela Fisioterapia Uroginecológica

• Rigidez e Fraqueza do Músculo do Assoalho Pélvico

• Prolapso dos Órgãos Pélvicos

• Dor pélvica, incluindo dor na cintura pélvica durante a gravidez

• Incontinência

• Constipação

• Frequência e urgência urinária – incluindo a síndrome da bexiga hiperativa

• Lesão do nervo pudendo

• Diástase do músculo reto-abdominal – separação do músculo do abdômen após o parto

• Cicatrização perineal/episiotomia e da cesariana

• Exercícios para os Músculos do Assoalho Pélvico

• Biofeedback e estimulação muscular para o treinamento do músculo do assoalho pélvico

• Liberação do músculo interno do assoalho pélvico

• Massagem perineal e cicatricial

• Reabilitação pós-natal

O que acontece na sessão de fisioterapia?

A estimulação do assoalho pélvico e exercícios Kegel formam a base do tratamento para a maioria das condições tratadas na fisioterapia uroginecológica.

Este tratamento é seguido pelo programa de treinamento da bexiga.

A estimulação elétrica dos músculos do assoalho pélvico utilizando cones vaginais ajudam a melhorar sua contração.

A máquina é um dispositivo portátil com um cone que possui duas placas de metal.

O cone é inserido na vagina com as duas placas de metal viradas para o quadril.

Uma vez que a máquina é ligada, a paciente sente um formigamento e a contração dos músculos do assoalho pélvico.

É necessário utilizar este dispositivo por 5-10 minutos todos os dias por ao menos 8 semanas.

À medida em que a paciente consegue reconhecer a contração, ela é encorajada a iniciar a ação muscular durante a estimulação.

Eletrodos externos também podem ser utilizados se os eletrodos vaginais forem desconfortáveis para algumas pessoas.

Sua distribuição varia para homens e mulheres.

Diferença do tratamento entre homens e mulheres

O eletrodo anterior será colocado entre o escroto e o ânus.

O eletrodo posterior é colocado no sacro.

Nas mulheres, o eletrodo anterior é colocado entre o ânus e a vagina.

Reação a eletroestimulação

O equipamento envia sinais elétricos curtos e toleráveis, que estimulam os nervos que contraem os músculos do assoalho pélvico.

Além do cone e dos eletrodos, existem eletrodos na forma de absorventes.

Importância do uso regular

O uso regular desta estimulação ajuda a reestabelecer o tônus e a força dos músculos do assoalho pélvico.

Certos aparelhos também vêm com biofeedback EMG embutido, que dão ao usuário um feedback sobre a força e qualidade da contração muscular.

Isso ajuda o usuário a corrigir qualquer técnica compensatória utilizada.

Por exemplo, pacientes tendem a contrair os músculos abdominais e do glúteo enquanto fazem exercícios do assoalho pélvico.

O feedback da sonda ajuda a identificar e ajudar o paciente a corrigir isso.

Exercícios de Kegel

Os exercícios de Kegel são extremamente benéficos para fortalecer os músculos do assoalho pélvico.

O fisioterapeuta uroginecológico dará várias instruções que ajudarão a paciente a identificar a ação muscular.

É como parar a urina no meio do esvaziamento.

O fisioterapeuta pedirá para fazer um conjunto de 10 contrações de 3 a 5 vezes por dia.

Estes exercícios podem ser feitos enquanto a pessoa estiver sentada ou em pé.

Uma unidade de biofeedback EMG ajuda o usuário a identificar qualquer contração do abdômen e do glúteo para evitá-la.

Uma vez que a paciente consegue contrair os músculos do assoalho pélvico com eficácia, ela pode utilizar cones vaginais para iniciar o fortalecimento progressivo.

Para fortalecer os músculos do assoalho pélvico gradualmente, o cone vaginal é inserido e retido pelo maior tempo possível na vagina (geralmente cerca de 15 minutos, uma ou duas vezes por dia).

Dependendo do nível de fraqueza dos músculos do assoalho pélvico, ele pode não conseguir reter o cone com apenas uma contração passiva.

Portanto, uma contração voluntária ou ativa – mais ou menos forte, dependendo do caso, será necessária para reter o cone durante a sessão do exercício.

Esta combinação de contrações ativas e passivas asseguram um esforço coordenado dos músculos do assoalho pélvico enfraquecidos e aumenta a eficácia do exercício, que deve ser feito em pé e andando pela casa.

O esforço de contração ativa é necessário para segurar o cone, o exercício deve ser feito com o mesmo cone durante várias sessões, para permitir que os músculos pélvicos recuperem seu tônus progressivamente.

Evolução dos exercícios no controle da Incontinência

Uma vez que a paciente consegue contrair os músculos do assoalho pélvico com eficácia, ela pode utilizar cones vaginais para iniciar o fortalecimento progressivo.

Para fortalecer os músculos do assoalho pélvico gradualmente, o cone vaginal é inserido e retido pelo maior tempo possível na vagina (geralmente cerca de 15 minutos, uma ou duas vezes por dia).

Dependendo do nível de fraqueza dos músculos do assoalho pélvico, ele pode não conseguir reter o cone com apenas uma contração passiva.

Portanto, uma contração voluntária ou ativa – mais ou menos forte, dependendo do caso, será necessária para reter o cone durante a sessão do exercício.

Esta combinação de contrações ativas e passivas asseguram um esforço coordenado dos músculos do assoalho pélvico enfraquecidos e aumenta a eficácia do exercício, que deve ser feito em pé e andando pela casa.

O esforço de contração ativa é necessário para segurar o cone, o exercício deve ser feito com o mesmo cone durante várias sessões, para permitir que os músculos pélvicos recuperem seu tônus progressivamente.

Uma vez que o assoalho pélvico é capaz de segurar o cone sem esforço ativo de contração, o exercício deve ser feito com um cone mais pesado, e assim por diante, até que os músculos pélvicos tenham recuperado sua força e possam controlar as funções da bexiga corretamente.

Tempo para as sessões de Fisioterapia Uroginecológica apresentarem resultados consistentes

A melhoria no tônus do músculo do assoalho pélvico poderá ser notada após seis semanas de exercícios regulares com os cones vaginais.

Dentro de aproximadamente três meses, episódios de incontinência de stress devem se tornar gradualmente menos frequente até parem.

Os músculos do assoalho pélvico devem ir ganhando força e tônus suficiente para permitir o controle adequado das funções da bexiga.

Para o treinamento da bexiga, seu esvaziamento agendado é praticado para evitar vazamentos.

O esvaziamento agendado da bexiga assegura que ela seja esvaziada em intervalos regulares.

O padrão também ajuda a formar um feedback sensorial ao cérebro.

Então, após a prática repetida, o cérebro pode perceber a sensação da bexiga cheia e enviar sinais apropriados para o seu esvaziamento.

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