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Fisioterapia Pediátrica para Bebês e Crianças em Desenvolvimento

por | 17 julho, 2018

Cuidadores de Idosos para Administração de Medicação

O que é a Fisioterapia Pediátrica?

A Fisioterapia Pediátrica é um ramo especializado da fisioterapia que lida com crianças que sofrem de várias deficiências de movimento.

Os fisioterapeutas trabalham com crianças desde seu nascimento até o início da adolescência.

A fisioterapia pediátrica ajuda a melhorar, e quando possível, restaurar o movimento e função de uma criança afetada por uma lesão, doença ou atraso no desenvolvimento.

O objetivo principal da fisioterapia pediátrica é facilitar a independência da criança e sua qualidade de vida dentro do ambiente familiar, educacional e social.

Eles apoiam a criança durante sua fase de crescimento até que elas voltem ao seu total potencial físico e mental.

Quando procurar Fisioterapeutas Pediátricos?

É necessário entender que crianças são diferentes dos adultos em seus maneirismos e na fisiologia dos nervos e músculos.

Fisioterapeutas pediátricos são treinados no padrão de desenvolvimento das crianças, desde o nascimento, passando pela infância, até o início da adolescência.

Além de equipamentos fisioterapêuticos, estes profissionais possuem profundo conhecimento da reação da criança à lesão ou enfermidade.

Eles são conhecedores das necessidades mentais, físicas e emocionais da criança durante essa fase.

Eles são habilidosos ao detectar marcos, reflexos primitivos e fases de aprendizado apropriadas para sua idade.

Os fisioterapeutas também são treinados para selecionar a combinação correta de técnicas, que incluem exercícios divertidos e brincadeiras, dependendo da idade da criança.

Eles sabem que as crianças possuem uma capacidade de concentração limitada e ficam entediadas se os mesmos exercícios se repetirem em cada sessão.

Além do mais, eles precisam ser inovadores e criativos para desenvolver exercícios diferentes para atingir o mesmo objetivo, para que a criança se divirta durante a sessão.

Como as sessões podem ser complexas, os fisioterapeutas pediátricos precisam envolver a família nas sessões de tratamento.

Eles explicam a importância de cada atividade e mostram formas de manter o processo em casa.

Fisioterapeutas Pediátricos: vários contextos e funções

Os Fisioterapeutas Pediátricos apoiam as crianças que possuem dificuldades de movimento.

Eles ajudam a reabilitar condições de curto e longo prazo que interferem com o desenvolvimento físico e sua habilidade de participar de brincadeiras, aprender e socializar.

Dependendo da condição da criança, um fisioterapeuta pediátrico pode trabalhar com ela na ala hospitalar, numa clínica ambulatorial, ou no ambiente domiciliar.

Em vários casos, as sessões podem durar longos meses na casa ou escola da criança, ou em centros educacionais.

O fisioterapeuta forma uma conexão importante entre a família da criança e outros operadores de saúde como médicos, cirurgiões, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e fornecedores de dispositivos de assistência, como órtese, suporte para a coluna e cadeiras de rodas.

Eles também podem trabalhar com serviços sociais, prestadores de cuidados e times de psicólogos e psiquiatras.

Para assegurar que a criança alcance seu potencial educacional, os fisioterapeutas pediátricos podem também podem trabalhar em colaboração com professores.

Por exemplo, se uma criança está aprendendo a desenhar e está se apoiando para a frente, este pode ser um sinal de fraqueza no tronco.

A fisioterapia pode ajudar com a força do tronco, enquanto a terapia ocupacional a ensinará a desenhar e pintar.

Atribuições da Fisioterapia Pediátrica

Um fisioterapeuta pediátrico ajuda a criança a recuperar seu potencial físico e mental que foi afetado no nascimento ou como resultado de um trauma ou infecção durante a infância.

Distúrbios de movimento e outros são tratados pelo fisioterapeuta pediátrico, a lista é bastante longa e não está limitada às condições abaixo:

• Condições neurológicas congênitas como Espinha Bífida, Hidrocefalia, Plagiocefalia, paralisia cerebral, hemiplegia infantil;

• Condições ortopédicas congênitas, como pé torto, doença dos ossos de vidro, síndrome de Osgood Schlatter, displasia do quadril, torcicolo, hemivértebra;

• Condições pós-traumáticas, como lesão do plexo braquial, lesões na cabeça, lesões na coluna vertebral em acidente de carro, fraturas múltiplas, amputações;

• Condições pós-infecciosas, como meningite, encefalite, SGB, poliomielite;

• Doenças metabólicas;

• Anomalias cromossômicas raras – Síndrome de Down, distrofia muscular de Duchenne;

• Condições cardiorrespiratórias como defeitos do septo, fibrose cística;

• Transtornos de aprendizado – dislexia, TDAH, transtorno do processamento sensorial, autismo;

• Atrasos de desenvolvimento idiopático;

• Fraqueza na coordenação motora fina e grossa;

• Transtornos de equilíbrio e coordenação;

• Condições articulares juvenis, como artrite;

• Transtornos perceptuais – distúrbios do processamento visual/auditivo que se manifestam como distúrbios de movimento;

• Crianças prematuras com atraso no desenvolvimento;

• Crianças com baixa coordenação devido a uma fraqueza generalizada dos músculos.

Objetivos da Fisioterapia Pediátrica

O objetivo principal da fisioterapia pediátrica é melhorar o movimento e coordenação, além de maximizar o potencial físico e cognitivo da criança.

Isto pode ser feito para:

• Melhorar o alinhamento da coluna para melhorar a função dos braços e pernas;

• Normalizar o tônus muscular em músculos hiper ou hipotróficos por meio uma estimulação apropriada;

• Melhorar os padrões de movimento do membro superior e inferior;

• Alcançar amplitude funcional dos músculos com alongamentos;

• Promover o desenvolvimento do equilíbrio e reflexos de equilíbrio;

• Progredir para o próximo marco apropriado para a idade da criança;

• Aconselhar e treinar a criança e família para colocar e tirar dispositivos de auxílio, aparelhos, talas, órteses;

• Ensinar os pais sobre as diversas brincadeiras que podem ajudar a manter e melhorar o progresso das sessões de fisioterapia;

• Encorajar o desenvolvimento de conexão emocional com família.

Fisioterapias a partir de jogos brincadeiras

As técnicas de intervenção dependem da idade de desenvolvimento da criança.

Na medida do possível, elas precisam ser divertidas, envolventes e criativas, além de terapeuticamente eficazes.

A sessão de fisioterapia pediátrica é planejada após uma extensa avaliação, que inclui testes do desenvolvimento mental, cognição, fala, visão e escuta da criança.

Os marcos de desenvolvimento para a idade também são avaliados.

A criança também é examinada para constatar se há distúrbios de sensação ou perceptivos, amplitude de movimento, reflexos, padrão de caminhada e coordenação motora fina.

A presença ou ausência de reflexos primitivos, reações associadas e movimentos involuntários também são percebidas.

Seu equilíbrio e reações ao sentar e levantar também são testados.

O resultado da avaliação, junto com o histórico da lesão, ajuda a decidir o prognóstico e tratamento.

Para bebês e crianças mais jovens, o objetivo é desenvolver a coordenação motora macro.

O foco também é o equilíbrio e coordenação em uma superfície grande e estável.

Brincar com bola incentiva a atividade de cruzamento da linha média, uma técnica importante para quebrar padrões sinergéticos anormais.

Atividades como desenhar em grandes quadros estimulam o controle muscular.

Chutar bola aumenta o controle lombar-pélvico-do quadril.

Tocar em brinquedos de várias texturas e formas melhora a percepção sensorial.

Uma pista de obstáculos pode ajudar a melhorar o equilíbrio em pé e andando.

Apoios e cadeiras altas são utilizadas para encorajar posturas eretas.

Pular em trampolim é uma ótima forma de aumentar o tônus muscular em crianças com músculo enfraquecido.

Balançar em rede é uma ótima forma de relaxar uma criança com problemas de estímulos hipotônicos.

Fisioterapia a partir de brincadeiras na água

A fisioterapia na piscina é outra forma divertida de fortalecer os músculos nas crianças.

Utilizar jogos como blocos de construção ajudam a encorajar a mobilidade.

Eles também ajudam a melhorar a coordenação bilateral das mãos.

É importante manter o tempo das atividades curto, para evitar exaustão e tédio.

Equipamentos especializados estão disponíveis para crianças com desenvolvimento motor atrasado ou desordenado.

Eles vão de almofadas de espuma para ajudar no desenvolvimento em bruços, a pranchas de apoio, a estruturas de apoio para levantar, andadores e uma grande variedade de cadeiras de rodas, tanto manuais quanto elétricas.

Para crianças mais velhas as atividades utilizadas nas sessões de fisioterapia mudam.

O fisioterapeuta precisa identificar os objetivos para aquela idade e planejar 5 a 10 pequenas atividades com intervalos.

A atividade precisa ser explicada à criança e seu responsável, para maximizar os benefícios.

Atividades envolvendo a coordenação motora fina podem ser introduzidas.

A criança deve ser encorajada a fazer as atividades de forma mais independente.

Atividades diárias podem ser reduzidas a tarefas menores, organizadas em sequência.

Isso ajuda a desenvolver os padrões de memória da criança.

Abordagens

Diversos fisioterapeutas, com o passar dos anos, desenvolveram diferentes abordagens para alcançar os objetivos da fisioterapia pediátrica.

O Fisioterapeuta pode utilizar uma combinação das abordagens abaixo em estágios diferentes para um efeito maximizado.

O objetivo principal de cada abordagem é assegurar a qualidade de vida ideal para criança.

• Abordagem de Bobath:

A abordagem de neurodesenvolvimento criada por Karel e Berta Bobath em 1945 foi bastante utilizada em crianças com paralisia cerebral.

A abordagem ressalta as técnicas apropriadas de manuseio e posicionamento.

Elas explicam que a postura da espinha, escápula e pélvis decidem o tônus dos braços e pernas.

O posicionamento correto do tronco normaliza o tônus e reduz padrões anormais.

O fisioterapeuta ensina aos pais como posicionar/carregar crianças hiper ou hipotônica durante o dia para conseguir melhores resultados.

• Peto:

Desenvolvida pelo Dr. Andras Peto, essa abordagem é baseada no aprendizado prático.

Mais utilizada em crianças com paralisia cerebral, esta técnica utiliza instruções vocais e rítmicas para realizar uma tarefa.

Tarefas mais curtas e funcionais são praticadas em grupo.

Um único instrutor trabalha com intervenções tanto físicas quanto educacionais para assegurar a continuidade do tratamento.

• Portego:

Ela tem o objetivo de ajudar crianças com transtornos de aprendizado.

Visitas a domicílio são organizadas uma vez por semana, e os pais recebem uma lista de tarefas progressivas, assim como instruções sobre como realiza-las.

As tarefas são avaliadas a cada semana e novas instruções são dadas.

Esta é uma forma excelente de se concentrar na coordenação motora fina em paralelo com outra fisioterapia.

• Abordagem Temple Fay:

Esta abordagem utiliza os estágios de evolução como os passos para desenvolver marcos progressivos para criança com menos de 1 ano de idade.

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