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Fisioterapia Neurológica: Para que Serve e Benefícios

por | 2 setembro, 2018

Cuidadores de Idosos para Administração de Medicação

Fisioterapia Neurológica: Para que serve e Benefícios

Alguns distúrbios neurológicos, sejam temporários ou permanentes, podem prejudicar movimentos essenciais para o equilíbrio corporal e o desenvolvimento motor da pessoa.

A fisioterapia neurológica atua justamente com pacientes que precisam de tratamentos específicos para minimizar sintomas da sua condição neurofuncional.

Nessa especialização, o fisioterapeuta realiza exercícios que podem restaurar as funções motoras e aumentar a força muscular, melhorando a qualidade de vida do paciente.

O que é a Fisioterapia Neurológica?

A fisioterapia neurológica, também conhecida por fisioterapia neurofuncional, nada mais é do que a técnica de fisioterapia motora aplicada aos pacientes neurológicos.

Essa área de atuação da fisioterapia tem como objetivo restaurar as funções motoras do paciente, como a coordenação motora, equilíbrio e força, e diminuir os sintomas decorrentes das alterações neurológicas presentes.

Dentre as doenças mais conhecidas que acometem o sistema nervoso e podem ser tratadas pela fisioterapia neurológica, temos:

● Alzheimer;
● Mal de Parkinson;
● Paralisia cerebral;
● Esclerose múltipla;
● Acidente Vascular Cerebral (AVC) e outros.

Tratamento com Fisioterapia Neurológica

O paciente com Mal de Parkinson, por exemplo, tem dificuldades para andar por conta dos tremores. Ele cambaleia em uma marcha “festinada” em decorrência de uma rigidez muscular muito grande. Ou seja, quando parkinsoniano tenta andar, faz pequenos passos que não sustentam muito o equilíbrio.

Na fisioterapia neurológica, trabalhamos todos os movimentos corporais e utilizamos técnicas da própria fisioterapia motora, com o foco na parte neurológica.

É o trabalho com a morfologia humana, sua anatomia. Então conseguimos aumentar o tônus muscular, diminuir a rigidez dos pacientes adultos e aumentar sua confiança.

A autoconfiança é um elemento importante porque muitas vezes o paciente não consegue andar por medo. Ele fica com medo de desequilibrar e cair e evita andar por isso.

Conforme fazemos os exercícios de fisioterapia em neurologia, o paciente vai perdendo aos poucos o medo, vai conseguir se equilibrar melhor e adquirir uma postura adequada. O parkinsoniano tem a tendência de andar com o corpo inclinado para frente. A cabeça, o corpo, tudo vai para frente, como se fosse corcunda.

O que acontece nesses casos?

Se alguém anda dessa maneira, tende a cair para frente. Assim, nós temos que trabalhar para que o paciente fique com a coluna ereta, olhando sempre para frente, e não para baixo. Ele começa a andar melhor e adquire mais equilíbrio. Diversos exercícios fisioterápicos podem ser trabalhados com o paciente neurológico.

Fisioterapia Neurológica Infantil

A fisioterapia em neurologia também trabalha bastante com bebês e crianças. São pacientes com algumas síndromes raras, como a síndrome de Down, a síndrome de West ou síndrome de Rett, além da paralisia cerebral.

Essas crianças têm uma dificuldade motora muito grande, resultando em um atraso no desenvolvimento muscular. O fisioterapeuta muitas vezes atende pacientes de três anos que ainda não andam, que não conseguem sentar direito ou sustentar a própria cabeça. O tônus muscular é muito baixo.

Com as crianças podemos trabalhar um pouquinho diferente, usando elementos e linguagem da fase lúdica. “Vem aqui com a tia, vamos brincar um pouquinho, traz o boneco pra tia”, e estimulamos a criança a dar passos ou ficar de pé.

Muitas vezes a criança não consegue andar, às vezes utiliza o andador infantil. Mas nós tentamos andar com a criança, fazemos ela se equilibrar, ganhar firmeza nos pés. Realizamos estímulos para que faça movimentos que tem dificuldade ou ainda que não consiga fazer. Com o tratamento intensivo, o resultado é muito bom.

Fisioterapeuta estimula movimentos de bebês e crianças

Se o paciente for um bebê, vamos começar os exercícios de fisioterapia neurológica com um movimento simples de rolar. Vamos ensinar os marcos do desenvolvimento humano, os movimentos mais básicos, porque muitas vezes esse bebê não consegue rolar ou sentar.

Assim, estimulamos o bebê a rolar para um lado e para o outro. Ao longo dos meses, quando já estiver maiorzinho, estimulamos a se apoiar na palma da mão, a sentar… E vamos soltando a mão do bebê para observar se ele se equilibra. Se o bebê ainda não conseguir se equilibrar, seguramos suas costas e vamos estimular esse equilíbrio novamente.

Por vezes tratamos bebês com o corpo totalmente mole, sem sustentação nenhuma na cabeça. Temos que segurar a cabeça e ir soltando aos poucos, segurando o corpo do bebê para que ele possa aprender a ter firmeza na própria cabeça.

A proposta da fisioterapia neurológica é exatamente essa: trabalhar equilíbrio, lateralidade e os movimentos.

Técnicas de fisioterapia neurológica trabalham o equilíbrio

Trabalhamos muito o equilíbrio que o paciente neurológico não possui, especialmente o equilíbrio do tronco. Algumas vezes esse paciente pode apresentar o tronco caído e a cabeça sem firmeza. Mas trabalhamos exercícios que vão estimular esse movimento.

Quando o paciente consegue cooperar, podemos realizar algumas técnicas, como o teste dedo-dedo e dedo-nariz, para trabalhar sua coordenação motora.

Nesses testes, o paciente tenta colocar o dedo indicador de uma mão sobre o nariz, com os olhos fechados. Depois, tenta fazer o mesmo movimento, com os olhos abertos, para encostar no dedo do fisioterapeuta que está perto. A noção de espaço, importante para o equilíbrio, também é estimulada aqui.

Temos diversas técnicas para trabalhar o equilíbrio. Podemos pedir que o paciente tente se equilibrar em um pé só por alguns segundos, faça flexão plantar (ficar na ponta do pé), agachamento e outros diversos exercícios. Também conseguimos aplicar essas técnicas na fisioterapia ortopédica.

Resultados com Fisioterapia Neurológica

Cada paciente tem suas limitações e desafios diferentes a serem trabalhados. A fisioterapia neurológica consegue obter ótimos resultados que trazem qualidade de vida à pessoa, como o importante aumento do tônus muscular.

Estímulos específicos em pacientes neurológicos proporcionam força muscular para realizarem movimentos que não faziam antes. Temos casos de crianças com o tônus muscular muito flácido que não conseguem dar um passo.

Com a fisioterapia neurológica trabalhando as pernas, os braços, estimulando movimentos e aplicando técnicas, a criança pode conseguir ficar de pé. Assim vamos avançando com o tratamento e trabalhando movimentos de postulação, ensinando o equilíbrio.

A fisioterapia neurológica também previne deformidades posturais, diminui padrões patológicos, estimula a realização das atividades diárias, alonga o corpo e proporciona a reintegração do paciente à sociedade. Os benefícios são inúmeros.

É uma área da fisioterapia que, além de ampliar os movimentos, amplia as possibilidades para que o paciente neurológico possa aprender a controlar seus movimentos e realizar suas atividades da forma mais independente possível.

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